Nova tecnologia possibilita encontrar metais pesados em joias e bijuterias

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Com a ajuda da tecnologia, o IPEM – Instituto de Pesos e Medidas – está fechando o certo na região da Amazônia contra a produção de joias e bijuterias feitas com metais pesados. O Instituto está usando o Espectrômetro de Fluorescência de Raios-X para fiscalizar comerciantes, buscando a presença de cádmio e chumbo em altas concentrações. A nova tecnologia possibilita encontrar esses metais pesados, considerados extremamente nocivos à saúde e ao meio ambiente.

Ao adotar a medida, o Amazonas passa fazer parte dos nove estados brasileiros que utilizarão o aparelho apra fiscalizar in-loco o comércio local e tentar encontrar materiais como cádmio e chumbo, considerados agressivos ao organismo.

Todos os estabelecimentos comerciais serão fiscalizados e, caso sejam identificados produtos com percentuais de cádmio e chumbo acima do permitido, conforme estabelece a Portaria nº 43 de 2016, do Instituto nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), serão notificados e se não se manifestarem estarão sujeitos a advertência e até multa que pode atingir R$ 1,5 milhão.

No Brasil, é proibido vender joias e bijuterias com concentrações de cádmio e chumbo iguais ou superiores a 0,01% e 0,03% do metal presente no produto, respectivamente. Além de serem prejudiciais ao organismo, as duas substâncias também fazem mal ao meio ambiente. O cádmio pode prejudicar as funções renais e hepáticas, além de ser um agente carcinogênico humano.